Minha Jornada e Mudança de Carreira Parte 1 - Ventos e sopros de mudança: Sabemos quando chega a hora?

20 Jan 2017

Quando estamos abertos, atentos e conectados conosco parece que tudo fica mais nítido, inclusive incômodos e desconfortos. Acho que foi assim que meu processo de mudança começou – afinal, não é sempre o convite “saia da zona de conforto” que recebemos?

 

Mas quando o desconforto chega, nem sempre é tão óbvio, ainda que sintomas comecem a aparecer – cansaço, sono que se interrompe no meio da noite, inquietação, pouca tolerância, pouco humor. Parece que a vida fica meio desbotada. E aí entra o autoconhecimento e a necessidade de se perguntar – o que está acontecendo comigo? Quem pode estar influenciando isso? O que essa pessoa espelha nela que na realidade é meu? Entre tantas outras perguntas...

 

Se a coragem de mergulhar mais fundo persiste temos a grande chance de identificar possíveis mudanças e dar passos para chegar a ela. Se ainda não estamos maduros para isso vamos postergando, mas os sintomas continuam se acumulando – uma dorzinha de cabeça incômoda e persistente, gastrite, sintomas de stress e às vezes casos mais graves. O externo se bagunça, mas ele representa o interno que também anda meio fora do lugar.

 

O que me adoece? O que pode me curar? Se dermos vazão ao que estamos sentindo e vivendo, a possibilidade de rompimentos se aproxima – um trabalho que não faz mais sentido e não se alinha aos nossos valores, um relacionamento que não tem mais uma troca saudável, uma carreira que escolhemos porque o mundo a valorizava - mas a gente nem tanto - e ao longo dos anos o peso de levá-la adiante foi ficando maior.

 

Mas afinal o desconforto é uma grande chance de esvaziamento, limpeza, revisão para abrir novos cantos, espaços, ideias para fazer o novo acontecer. E será que estamos prontos para o novo? Decisões e escolhas nos levam a deixar algo ir embora para tocar adiante o escolhido, e assumir suas consequências, perguntas de terceiros, tempo de amadurecimento, angústias no percurso e coragem para ser feliz. Sim! Nem sempre sabemos lidar com o que nos faz feliz!

 

E nada volta para o mesmo lugar. Temos a possibilidade de expandir em elevação, como um espiral. Passadas as angústias iniciais de uma decisão de mudança, o sabor das pequenas conquistas é doce. E os sintomas também mudam – entusiasmo, sorrisos à toa, insights no meio da noite, desejo de se conectar com pessoas e apresentar suas novas idéias.

 

Aconselho a todos os incomodados, com noites de sono mal dormidas e gastrites repentinas: comece com um pequeno passo – que somente pode ser dado por você!

 

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