Somos ovelhas ou leões que foram condicionados?

23 Feb 2017

Hoje acordei sentindo um temor, e na medida em que silenciei e entrei em contato com ele pude identificar de onde vinha. Desde que tomei a decisão de fazer mudanças de rota em minha vida, os novos caminhos vem sendo sentidos e traçados, de uma maneira nova para mim e estão me levando a fazer escolhas mais conscientes e alinhadas ao que identifico como minha essência. Mas este novo lugar às vezes busca referências antigas. Entendo que se elas ainda surgem, sinalizam que precisam ser olhadas e trabalhadas para que um novo padrão ou patamar  possa realmente se instalar.

 

Neste momento encontrei um texto que fez muito sentido e me trouxe a essa reflexão. Um conto Zen que fala sobre um leão, que por ter sido criado por ovelhas pensava ser uma delas. Ovelhas vivem em rebanho, protegidas umas pelas outras, aconchegadas. Se trazemos este exemplo para nosso dia a dia, muitas vezes buscamos estar em rebanho, talvez com a ideia de que ali nada possa nos atacar, o sentimento de pertencimento e proteção. No entanto um dia um velho leão o levou até um lago e mostrou seu reflexo na água, que lhe provava quem realmente era. O leão é um animal que se move sozinho e pode, neste caso, representar nossa individualidade,  essência e força, que muitas vezes ficam encobertas por uma personalidade desenvolvida a partir de exigências sociais.

 

Viver em sociedade, consumir, fazer parte de grupos, aconchegar-se onde nos sentimos acolhidos e aceitos pode ser um movimento saudável, na medida em que conseguimos identificar conscientemente as escolhas que estamos fazendo e principalmente se elas estão mesmo alinhadas com nossa essência e com  o que acreditamos.

 

Porém indo além, antes de tudo é necessário compreender qual é essa essência.  Dar-se conta da própria individualidade e o que te faz diferente e único. Todos temos talentos, dons, expressões, idéias, que podem contribuir de forma autêntica e única para a sociedade de um modo geral. Mas os condicionamentos por vezes acobertam essa natureza, e ela fica escondida de nós mesmos até que possamos acessá-la, às vezes por meio de incômodos e temores.

 

E quanto mais essa névoa se dissipa, mais clara fica nossa identidade e maior pode ser nossa contribuição para a transformação do entorno, e quem sabe, do despertar de outros leões adormecidos.

 

 

 

 

 

 

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