Pausar para mover-se adiante

20 Apr 2017

 

Vivemos um ritmo intenso, acelerado e por onde percorremos somos levados a receber e trocar muitas informações, ainda que sem desejar ou mesmo perceber. Assim são os dias atuais. Ruídos, comunicação, informações, uma grande exigência de estar em movimento constante e dando respostas ao que o exterior nos solicita.

 

A necessidade de fazer pausas é um tema que tem sido recorrente para mim, e por isso a vontade de escrever sobre ele. Será que estamos respeitando nosso ritmo interno e natural, ou apenas dando respostas automáticas?

 

A pausa é tão importante e saudável quanto o movimento. Parece que quando nos movemos estamos mais no controle das coisas, mas parar no momento em que nosso corpo nos solicita, quando nossa mente está cansada, quando há algo belo ao nosso redor, nos dá um controle que é só nosso.

 

Muitas pessoas trabalham o ano todo desejando férias, começam a segunda desejando o final de semana, estão acordadas desejando o sono, estão em trânsito desejando chegar, mas onde estão de verdade? E quando o momento da pausa pode chegar, elas realmente conseguem parar? As férias tem que dar conta da expectativa de um ano todo de coisas programadas, o sono é agitado, a conversa é interrompida por outros estímulos.

 

Quando estamos realmente presentes e quando podemos nos dar o direito de apertar nosso “Pause” para todas as outras coisas?

 

Um momento para caminhar em silêncio numa praça perto do trabalho, 10 minutos de cochilo ou apenas um tempo para ouvir o corpo e a respiração, um café, um papo rápido, a leitura de algo agradável, cuidar das plantas, olhar um animalzinho, ou simplesmente parar. Temos possibilidades diversas ao longo do dia para fazermos essas pausas, ainda que curtas. E conseguir mesclar a pausa e o movimento traz saúde para o corpo, para as emoções, para todo o nosso ser.

 

Mas como consegiur isso? O primeiro passo que considero importante é observar e cultivar o “estado de presença”, sem julgar ou criticar como as coisas vêm acontecendo. Pare, observe e se pergunte quais pequenas mudanças na rotina são possíves. Onde posso pausar? Muitos vão dizer que isso é uma loucura, se eu tivesse seu chefe não estaria dizendo isso, se tivesse sua rotina veria que é impossível.

 

Nada é impossível.

 

Você já experimentou dar-se ao direito de não fazer nada? É bastante dificil. Nos sentimos inúteis! Rapidamente nos vemos querendo “curtir o dia” nos enchendo de novos afazeres. Parece que a vida deve ser preenchida o tempo todo com utilidades que alguém supôs ser relevantes.

 

 É importante  perceber que a pausa leva a melhores movimentos. Uma decisão tomada de forma mais equilibrada, uma conversa onde você pausa sua fala e ouve a do outro, momentos em que o celular não está conectado e você consegue reparar em várias coisas pelas quais passa todos os dias e nunca havia notado! A pausa nos traz de volta à presença, com inteireza e o pausar é um ato de respeito consigo e com os outros.

 

Faça esse movimento. Escolha uma pausa para hoje.

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