Quero mudar – será que consigo? Como esses ciclos acontecem e como minha atitude pode contribuir para a mudança que desejo

22 May 2017

 

Nada é estático e permanece da mesma forma por muito tempo – aliás há quem diga que tudo está em constante transformação, ainda que não consigamos enxergar esses fenômenos “a olho nu” quando são lentas e sutis transformações. Ainda assim, a mudança é um tema complexo e permeia nosso dia a dia, por vezes gerando desconfortos, dúvidas, repetições, culpa, entre tantas outras emoções e sentimentos que a envolvem.

 

Trazendo para o âmbito pessoal, começa mais ou menos assim – a vida parece que está caminhando bem, os temas tidos como importantes – finanças, saúde, relacionamentos, entre outros que elegemos – estão conforme nossa expectativa, até que algum fenômeno interno ou externo interrompe essa estabilidade em um ou mais aspectos. Aí surgem perguntas, incômodos – o que pode estar acontecendo? O que estou fazendo de errado?  Como posso fazer para sair dessa situação? Por que aquela pessoa agiu assim comigo? Eu gostaria tanto que tudo fosse como antes!

 

Pronto. Foi rompido o conforto. E dependendo de como anda nosso autoconhecimento, estabilidade emocional e equilibrio interno, isso pode abalar nossas estruturas e influenciar outros temas que pareciam estar bem. Muitas situações nos surpreendem e exigem alterações de rotina, revisão de comportamento, envolvimento de outras pessoas, tomadas de decisão rápidas.

 

Existem também as mudanças de âmbito interno que desejamos fazer com a finalidade de encontrar maior satisfação – quero mudar algo na minha rotina, quero mudar um jeito de me comportar que eu percebo que incomoda a mim e a outras pessoas, etc. Parecem estas serem as mais dificeis pois será necessário um olhar para dentro, sem medo, aceitando dialogar com seu lado mais sombrio para que aos poucos ele comece a vir à luz.

 

Sim, é mesmo complexo. Mas por que tanto, se trata de umas das coisas que mais fazemos e com que mais lidamos na vida, mesmo sem nos darmos conta? Como pode ser mais simples?

 

O conceito de “Imunidade à Mudança – Immunity to Change”, de dois professores de Harvard, Robert Kegan e Lisa Lahey explica esse fenômeno do ponto de vista do nosso inconsciente e de como construímos um sistema de crenças profundo que parece nos manter no mesmo lugar, como se anticorpos nos imunizassem às mudanças que conscientemente desejamos, mas inconscientemente parece que vão nos trazer algum tipo de sofrimento. Nosso corpo, nossa mente, nosso insconsciente sempre deseja o melhor – um lugar onde não haja desconforto. Mesmo que estar confortável seja estar numa situação que me desagrada, mas é uma situação que sei lidar muito bem. Muitas vezes não sabemos lidar com sucessos e alegrias!

 

A boa notícia é que é possível ir desvendando esses estados e aos poucos fazer as transformações que desejamos. Primeiro, a aceitação se faz necessária. Se criei uma condição, em algum momento ela me protegeu, foi útil e fiz meu melhor. Se esta condição já não me atende mais, posso exercitar novas experiências que, passo a passo, me levam a mudar. O que vai dar o tom será a minha postura e olhar diante de um fato.

 

Você pode exercitar: identifique um pequeno tema que o incomoda e comece a observá-lo sem julgamentos: quais são os comportamentos que observo? O que me incomoda? O que eu sinto? O que pode estar oculto? Há medos? Do que estou me protegendo? Esses dados podem levà-lo a algo mais profundo, a uma frase forte, a uma crença. Pode ser algo dificil de olhar – “tenho medo de não ser aceito, de falhar, de ficar sozinho”, etc. Todas as crenças podem ser abandonadas e substituídas por novas e positivas, que nos levam para onde queremos ir.

 

Mudar pode ser muito bom, prazeiroso, positivo e nos dá a chance de colocar em prática atitudes e papéis novos, criar soluções diferentes. Fazemos isso todos os dias e com certeza podemos fazer nos temas que parecem mais complexos. Tudo vai depender de sua aceitação e coragem para olhar e exercitar!

 

 

Mariana Sartori

Fiz algumas mudanças e parte delas me levaram a atuar com Coaching de vida e profissional, Orientação de carreira e Apoio à recolocação profissional. Com certeza continuarei fazendo diversas outras! ;)

 

 

 

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