Expectativas à vista! Olhe de perto, mas esteja aberto!

6 Feb 2018

Meu primeiro texto do ano! Sim em fevereiro e não em Janeiro, como poderia ser esperado!

 

Esse ano fui sentindo e respeitando o ritmo do meu corpo e percebi que precisava de mais tempo de descanso, ou estaria me forçando a produzir o que ainda não estava maduro. Atenderia a expectativas convencionais, mas estaria violando algo interno. E que tal começarmos falando sobre as expectativas!! No começo de ano, principalmente, estamos cheios delas!

 

Criamos expectativas sobre nosso ano, trabalho e carreira, relacionamentos, finanças e tantas outras. Claro, somos motivados a fazer uma revisão dos acontecimentos do ano anterior e nos movemos frente a desejos, metas e isso pode ser muito bom. 

 

A questão sobre ter expectativas, porém, está também ligada ao fato de querermos controlar que as coisas sejam “do nosso jeito”, ou “como desejamos e imaginamos que seriam”. É aí que pode morar o perigo, ou a frustração.  Desejar é positivo, nos impulsiona a ir atrás, aprender, fazer movimentos. Mas a pergunta é: como posso desejar, fazer movimentos e ainda assim não criar expectativas sobre os resultados e tempos em que as respostas possam chegar?

 

Na medida em que espero resultados, reações de outras pessoas, rapidez para os acontecimentos e respostas, crio a ilusão de poder controlá-los e também crio um grande desconforto físico e emocional. Ansiedade, sono ruim, irritação, raiva são apenas alguns deles. Nossa mente controladora quer ficar alerta e qualquer passo fora da rota pode nos tirar do eixo. E claro: sempre haverá acontecimentos diferentes daqueles que desejamos “daquele jeito”. Que bom! 😊

 

Outro aspecto que considero importante é o de que se temos expectativas sobre um assunto, nos mantemos presos a uma lente que tem um único ponto de vista e referência e nos esquecemos das outras tantas possibilidades para respostas que podem ser muito positivas. Ficamos olhando para um ponto e deixamos de ver outros ao nosso redor.

 

Meu convite nesse início de ano é o de que possamos sim criar metas, que são nossos norteadores – onde estou, para onde quero ir, com quem, de que maneira desejo estar - mas sem apego a elas e seus resultados – metas não são verdades absolutas! E claro, observe suas expectativas – pare, reveja, busque novos olhares e apenas faça o que depende de você, sem querer controlar o restante.

 

 A partir daí, trabalhando em seus recursos, planos, fazendo aquilo que está ao seu alcance, tudo ao redor começa a se mover. Recebemos insights o tempo todo – podem ser mensagens muito simples vindas em conversas, leituras, lembranças. Esse fluxo de pequenas informações, junto com nossos passos diários nos levarão a algum lugar que nos aproxima do que desejamos, ou mesmo precisamos, para nossos aprendizados e evolução.

 

Mas lembre-se: o tempo todo existe um fluxo que pode levar a mudanças e alterações na rota e o destino final pode até ser melhor do que aquele que você havia planejado e esperado.

 

Esteja inteiro em si, viva no momento presente, sem anseio pelas respostas futuras. Apenas esteja aqui, observe as dicas, as informações que chegam, suas reações emocionais e físicas (sim nosso corpo traz sensações boas quando estamos a caminho de algo que nos faz bem), e curta a viagem – a melhor parte pode ser o trajeto e não necessariamente o destino final. Divirta-se nesse fluxo de mudanças e alterações, que são inerentes à nossa vida.

 

Que seja um feliz ano, sem tantas expectativas, ou ao menos com expectativas mais alinhadas às possibilidades, podendo estar abertos ao que pode chegar, da maneira que chegar!

 

Mariana Sartori

Coaching de vida e profissional | Orientação de Carreira | Apoio à recolocação

Curta em: https://www.facebook.com/marianasartoridesenvolvimentohumanointegrado/

 

 

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