Você conhece seus limites? É muito bom progredir, mas também saber nossos pontos de parada.

26 Jun 2018

 

 

Vejo atualmente um enorme apelo pelas conquistas. Vivemos num tempo em que precisamos a cada dia provar que somos melhores. Isso pode ter um lado bom, de estímulo a procurar superar obstáculos e perceber-se capaz, mas ao mesmo tempo pode se tornar uma grande doença. Não saber parar, fazer sem mesmo ter consciência, apenas por “performance”. Ouvimos muito falar sobre ter “alta performance”. E confesso que isso me assusta um pouco.

 

Até onde podemos chegar? Essa é uma pergunta intrigante. Há momentos na vida em que vivemos grandes realizações, as vezes inimagináveis, e outras em que parece que paramos. O limite está dentro ou fora? Também a esta pergunta não há uma resposta única e correta.

 

Podemos encarar o limite como uma linha imaginária de término de algo, um ponto final, como um lugar possível de se chegar, e que ao estar nele pode sim haver uma nova provocação. “O que há além desta linha?”. Estou pronto para experimentá-la ou preciso de um tempo de preparação? Como estão meu ânimo, meu corpo, minhas emoções e vontades? Faço por mim ou para dar respostas a expectativas externas? Porque faço o que faço?

 

O oposto do limite pode ser pensado como o infinito. E acredito realmente que temos infinitas possibilidades de respostas e maneiras de viver. A sabedoria, porém, está em se observar e saber o momento de parar, pausar, rever caminhos, criar novas rotinas, saber se retirar, saber ouvir o corpo e ir identificando seus limites, que não necessariamente são fixos, mas podem ser um convite a mudar alguma rota.

 

Limitar-se pode ser negativo quando parece que daquele ponto eu não consigo passar, seja por medo, por experiencias anteriores ruins, por não acreditar ser possível, bom, surpreendente. A vida fica quadrada, limitada por linhas retas traçadas. Se você observar sua vida dessa forma, vale perguntar – há algo novo que posso experimentar? Como ampliar esse espaço e nele buscar novos hábitos, relações, conhecimentos, etc.?

 

Penso que nenhum extremo é bom por muito tempo. Oscilamos entre extremos e nos equilibramos fora das polaridades, em algo mais central e equilibrado, mas  que também não se mantem nessa constância o tempo todo. E assim vamos temperando a nossa vida.

 

Meu convite aqui é leva-lo a refletir: se o limite é algo móvel, como você vem lidando com ele em sua vida? Você chega a seu extremo ou desiste antes mesmo de tentar algo novo? Você diz não ao que pode ser demais para você? Você sabe o quanto é demais pra você? O quanto as expectativas alheias são importantes?

 

Somente você saberá...a métrica é só sua!

 

Mariana Sartori

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