Minha saída do mundo corporativo – três anos depois!

15 Sep 2018

 

Hoje marca um tempo muito importante para mim – o dia “0” e me lembro bem dele – acordar em casa, em plena terça-feira e não ter que sair correndo para a empresa, para os comitês e intermináveis reuniões, para os e-mails e respostas aguardadas. Que esvaziamento bom eu vivi naquele dia! E ainda recebi em casa uma caixa com chás e biscoitos de colegas queridas, que me desejavam um ótimo período de descanso e vida nova! Forte e inesquecível.

 

Uma das coisas mais fortes talvez tenha sido eu me encontrar cara a cara com minha coragem e uma “estranha paz”, era assim que eu costumava relatar o que estava sentindo, ainda que não tivesse a menor ideia do que aconteceria comigo.

 

Passados esses três anos consigo fazer um balanço que me remete à mesma paz e muitos aprendizados. Digo que estou fazendo um “MBA” de mim mesma. Descobertas, dores, conquistas, vulnerabilidade (....muita vulnerabilidade) e o aprendizado diário de que sempre há um novo caminho, uma nova resposta e possibilidade. Sempre há!

 

Como me sinto? Mais eu, mais integrada, caminhando para o que realmente acredito e me parece ser o desejo da minha alma. Sim, caminhando – no gerúndio, em andamento. Em diversos momentos vejo a travessia de uma ponte acontecendo nos meus pés – e o que tem do outro lado? Por enquanto uma nevoa, mas que de alguma forma me sinaliza que o que me espera é algo bom, divertido, prazeroso.

 

Pelo que agradeço? Pelo mundão que venho descobrindo, e junto com ele pessoas das mais variadas idades, jeitos, gostos, que sempre me apresentam algo novo, uma provocação, uma ideia, um colo, um sorriso. Elas têm sido parte fundamental deste processo – as passageiras, os grupos, as duradouras – todas elas.

 

O que vem pela frente? Profissionalmente, sinto que um novo redesenho acontecerá em breve, não de forma brusca, mas alinhavando esses três anos, atendimentos, grupos, cursos e tudo o que venho vivendo. Parece que fica mais palpável compreender meu estilo, meu caminho e maneira de trabalhar com as pessoas – esta definição sim vem de longe!

 

O que aprendi até aqui? Primeiro a respirar mais, entregar, fluir e assim encontrar inspirações. Dá pra fazer sozinho, mas agregar e trocar é muito bom (para mim tem sido essencial). Recebi e atendi clientes que eu admiro e me trouxeram muito aprendizado. Gosto de fazer várias coisas, tanto nos projetos e possibilidades de agregar novas formas de acessar as pessoas, mas também em casa, na cozinha, na varanda, nas caminhadas. O novo ritmo que eu posso colocar me proporciona momentos de descanso, silencio, também disciplina, organização para que as coisas andem. Tudo pode estar integrado. Vida, trabalho, social, podem acontecer juntos.

 

E isso não é o fim! A névoa da ponte terá seu momento de dissipar, a clareza chegará, e certamente novos caminhos e travessias virão. E essa é a beleza da vida, se assim nos permitirmos olhar para ela.  

 

Hoje faço um brinde!

 

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