É possível alcançar o equilíbrio?

25 Jun 2019

 

Venho me deparando bastante com esse tema e refletindo sobre ele em conversas, atendimentos e observando nosso atual estilo de vida. Algumas pessoas me relataram ultimamente ser este um dos seus grandes desafios: “como posso equilibrar meu pessoal e profissional”? Eu ainda acrescentaria as demais dimensões da vida: o emocional, o social, o espiritual, o físico. Somos tudo isso, ao mesmo tempo, enfrentando demandas internas e externas. Como se manter equilibrado?

 

A primeira pergunta é: o que é estar em equilíbrio? Para o corpo é a condição de homeostase, ter tudo em relativa estabilidade para que suas funções se realizem adequadamente. Mas e na vida? Nossas dimensões são dinâmicas – emoções, pensamentos, corpo em ação, relações acontecendo, ideias, valores, desejos. Tudo pulsa. Penso que a estabilidade não é estar em uma “linha reta”, mas talvez viver esse dinamismo, onde estas variáveis não nos desestabilizem a um extremo que poderia no levar a algum tipo de crise.

 

A própria crise nos revela algo que não vai bem e precisa se reequilibrar. É como uma dança, que vai mudando de ritmo e se estivermos nela inteiros, poderemos perceber o momento de mudar o passo.

 

A presença me parece ser uma chave a respeito da sensação de estar com as dimensões equilibradas. Das pessoas com quem falei e que buscam esse equilíbrio diariamente, relatam que o exercício é estar inteiro fazendo o que estiver fazendo – se está trabalhando não está pensando nas tarefas posteriores, se está com a família não está pensando no trabalho. Pensando, pensando, pensando! Nossa mente pode ser uma grande contribuição para o equilíbrio geral, ou para o desequilíbrio! Se estivermos conscientes dela e dos pensamentos recorrentes, podemos tê-la como aliada – estarmos no comado dela, e não sendo comandados.

 

São pontos de vista a respeito de um tema amplo, complexo e que significa coisas diferentes para cada um.

 

Um bom primeiro passo pode ser voltar-se para si e olhar para suas dimensões atualmente. Como está a sua relação com seu corpo, com sua mente, com seus relacionamentos, trabalho, espiritual, emocional. O que é importante para você? É possível identificar alguma crise, ainda que pequena, em uma ou mais áreas? Temos nossas próprias dicas!

 

Quais gatilhos, dentro destas dimensões te tiram do eixo? Pode ser a comunicação dentro de um relacionamento, o tempo distribuído de maneira insatisfatória, a ausência de uma satisfação pessoal que alavancaria as demais áreas. Encontrar o foco da questão minimiza seu entorno, tira a sensação de que "tudo está um caos".

 

Por fim, alinhar as expectativas do que nossa mente ou mesmo a mídia nos mostra como sendo equilíbrio, e o que ele representa de fato em nossa vida. Talvez estejamos buscando uma utopia, sabendo que nossa vida sempre passará por tempos calmos e turbulentos – e isso também não pode representar o equilíbrio numa linha de tempo mais longa?

 

O importante é compreender suas possibilidades de lidar com isso sozinho ou buscando ajuda se uma crise maior bater à porta - sim, busque ajuda! Como sempre, consciência sobre si e autoconhecimento são peças chave.

 

 

 

 

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